
Enquanto muitos municípios maranhenses enfrentam sérias dificuldades financeiras, com cortes de gastos e atrasos em pagamentos, Gonçalves Dias parece viver uma realidade à parte. As recentes publicações no Diário Oficial mostram que a prefeitura tem movimentado cifras milionárias em contratos públicos que chamam atenção pelo volume e pela natureza das contratações.
Segundo dados oficiais, os gastos municipais já alcançam números expressivos em diversos setores:
No entanto, o ponto mais polêmico recai sobre as terceirizações de mão de obra, que vêm consumindo uma fatia considerável do orçamento. Duas empresas — o Instituto GEPAS (R$ 14.452.200,00) e a Mais Saúde (R$ 3.489.999,14) — foram contratadas para prestar serviços terceirizados que, juntos, chegam a quase R$ 18 milhões.
Ambas as empresas já figuraram em reportagens e blogs por supostas irregularidades e favorecimentos em licitações em outros municípios maranhenses, o que torna essencial o acompanhamento criterioso desses contratos. O volume de recursos movimentados levanta questionamentos sobre a real necessidade dessas contratações e a eficiência na aplicação do dinheiro público.
Enquanto isso, a realidade dos servidores municipais mostra um quadro bem diferente: salários atrasados, insegurança profissional e desvalorização do trabalho diário. Essa contradição entre o gasto elevado com contratos e a dificuldade de manter em dia o pagamento dos funcionários levanta dúvidas sobre as prioridades da atual gestão.
A população começa a se perguntar:
Diante de tais questionamentos, a comunidade aguarda uma resposta firme dos órgãos de controle, como o Ministério Público, o Tribunal de Contas e a Câmara Municipal, que têm o dever de garantir transparência, legalidade e eficiência na gestão dos recursos públicos.
Se Gonçalves Dias está de fato vivendo “tempos de ouro”, o brilho desses números precisa ser traduzido em benefícios concretos à população — e não em mais um capítulo de escândalos e desperdício do dinheiro público.