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Gestão Suane ignora parcelamento especial da Receita e deixa situação previdenciária chegar ao caos

09/12/2025, às 17:33

Enquanto a gestão municipal atual tenta justificar salários atrasados e culpar gestões anteriores, a Receita Federal publicou, ainda esse ano de 2025, a Instrução Normativa RFB nº 2.283/2025, criando um parcelamento especial para dívidas previdenciárias dos municípios, justamente para evitar bloqueios de FPM e permitir que as prefeituras organizem suas contas.

A medida atende à Emenda Constitucional nº 136/2025 e permite que os municípios regularizem débitos vencidos até 31 de agosto de 2025 em condições extremamente vantajosas: até 300 parcelas mensais. Ou seja, oportunidade não faltou. Faltou gestão.

A prefeita sabia do problema — e usou a dívida como arma política

Durante todo o ano, Suane já conhecia o tamanho da dívida previdenciária herdada — inclusive porque ela mesma utilizou o tema para tentar bloquear recursos da prefeitura em dezembro de 2024, numa ação movida contra o ex-gestor.
Ou seja: saber, ela sabia. Resolver, que é bom, não resolveu.

A prefeita tenta colocar a responsabilidade exclusivamente em cima da gestão anterior, mas não esclarece que:

  • a dívida previdenciária é acumulada ao longo de vários governos, inclusive na época do próprio Vadilson;
  • o ex-prefeito Toinho, ao invés de discurso, negociou o débito em 90 parcelas, arcando com valores altos todo mês para impedir bloqueios do FPM;
  • todas as prefeituras que enfrentam dívidas dessa natureza fazem o óbvio: negociam com a Receita. A FAMEM, inclusive, orientou isso aos prefeitos meses atrás.

A atual gestão, no entanto, prefere repetir desculpas enquanto servidores seguem com salários atrasados.

Falta de transparência: gestão esconde valores recebidos

A administração fala em dificuldades, mas não mostra competência para resolver e tampouco transparência na divulgação de recursos recebidos.

Um exemplo gritante:

No dia 04 de setembro de 2025, a prefeitura recebeu R$ 1.902.281,62, pagos pelo Bradesco, fruto de um dos processos de recuperação de crédito tributário realizados ainda na gestão do ex-prefeito Toinho.

Esse dinheiro deveria estar ajudando a resolver problemas urgentes da cidade, como:

  • regularização da folha de pagamento,
  • organização das contas previdenciárias,
  • melhoria dos serviços públicos.

Mas a população continua sofrendo com salários atrasados, enquanto surgem relatos de que recursos vêm sendo direcionados para compras de apartamentos, carros e pagamento de dívidas particulares de Vadilson e da própria prefeita.

Conclusão: o problema não é a dívida — é a falta de gestão

Dívida previdenciária praticamente todo município tem.
O que diferencia uma boa gestão de uma gestão desastrosa é a capacidade de:

  • negociar,
  • planejar,
  • priorizar,
  • e agir com responsabilidade.

O governo Suane teve tempo, teve alerta, teve orientação, teve oportunidade — e teve dinheiro.
O que não teve foi competência para evitar que a população pagasse a conta mais uma vez.

Enquanto isso, servidores seguem lesados e a cidade continua parada, à espera de uma prefeitura que trabalhe em vez de procurar culpados.