
Enquanto a gestão municipal atual tenta justificar salários atrasados e culpar gestões anteriores, a Receita Federal publicou, ainda esse ano de 2025, a Instrução Normativa RFB nº 2.283/2025, criando um parcelamento especial para dívidas previdenciárias dos municípios, justamente para evitar bloqueios de FPM e permitir que as prefeituras organizem suas contas.
A medida atende à Emenda Constitucional nº 136/2025 e permite que os municípios regularizem débitos vencidos até 31 de agosto de 2025 em condições extremamente vantajosas: até 300 parcelas mensais. Ou seja, oportunidade não faltou. Faltou gestão.
Durante todo o ano, Suane já conhecia o tamanho da dívida previdenciária herdada — inclusive porque ela mesma utilizou o tema para tentar bloquear recursos da prefeitura em dezembro de 2024, numa ação movida contra o ex-gestor.
Ou seja: saber, ela sabia. Resolver, que é bom, não resolveu.
A prefeita tenta colocar a responsabilidade exclusivamente em cima da gestão anterior, mas não esclarece que:
A atual gestão, no entanto, prefere repetir desculpas enquanto servidores seguem com salários atrasados.
A administração fala em dificuldades, mas não mostra competência para resolver e tampouco transparência na divulgação de recursos recebidos.
Um exemplo gritante:
No dia 04 de setembro de 2025, a prefeitura recebeu R$ 1.902.281,62, pagos pelo Bradesco, fruto de um dos processos de recuperação de crédito tributário realizados ainda na gestão do ex-prefeito Toinho.
Esse dinheiro deveria estar ajudando a resolver problemas urgentes da cidade, como:
Mas a população continua sofrendo com salários atrasados, enquanto surgem relatos de que recursos vêm sendo direcionados para compras de apartamentos, carros e pagamento de dívidas particulares de Vadilson e da própria prefeita.
Dívida previdenciária praticamente todo município tem.
O que diferencia uma boa gestão de uma gestão desastrosa é a capacidade de:
O governo Suane teve tempo, teve alerta, teve orientação, teve oportunidade — e teve dinheiro.
O que não teve foi competência para evitar que a população pagasse a conta mais uma vez.
Enquanto isso, servidores seguem lesados e a cidade continua parada, à espera de uma prefeitura que trabalhe em vez de procurar culpados.