
A perfuração de um poço destinada ao abastecimento da escola da comunidade do Macaubal tem provocado debates e questionamentos entre moradores locais. A obra, que já se encontra em execução, utiliza uma máquina de perfuração de pequeno porte, com capacidade estimada para alcançar cerca de 30 metros de profundidade, o que despertou dúvidas sobre a eficácia e a segurança do sistema para atender à demanda da unidade escolar.
Segundo relatos da população, a principal preocupação está relacionada à profundidade prevista do poço e à possibilidade de que a estrutura não alcance um aquífero com vazão e qualidade suficientes para garantir o abastecimento contínuo da escola, especialmente em períodos de estiagem. Em muitas regiões, poços rasos podem sofrer variações de nível e maior influência de contaminações superficiais, o que reforça a necessidade de planejamento técnico adequado.
Outro ponto levantado pelos moradores diz respeito à transparência do processo de implantação. Parte da comunidade afirma não ter acesso a informações como estudo hidrogeológico, projeto técnico, responsável pela execução, testes de vazão ou análises de potabilidade da água — elementos considerados essenciais para assegurar a confiabilidade de sistemas de abastecimento público.
Especialistas destacam que a profundidade ideal de um poço depende diretamente das características geológicas da área. Em determinados locais, perfurações de 30 metros podem ser suficientes; em outros, pode ser necessário atingir camadas mais profundas para garantir estabilidade hídrica e melhor qualidade da água. Dessa forma, a avaliação técnica prévia é fator determinante para o sucesso da intervenção.
Diante do cenário, moradores defendem que haja maior diálogo e esclarecimento por parte dos responsáveis pela obra, com apresentação dos critérios técnicos adotados e dos resultados esperados. A iniciativa de implantação do poço é vista como importante para a melhoria das condições da escola, mas a comunidade reforça que a efetividade do investimento depende da execução com base em parâmetros técnicos adequados e acompanhamento transparente.
A população aguarda informações oficiais sobre a profundidade final do poço, capacidade de vazão, qualidade da água e previsão de conclusão da obra, buscando garantir que a solução adotada atenda de forma segura e duradoura às necessidades dos estudantes e profissionais da unidade escolar.