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Gonçalves Dias vive tempos de ouro? Milhões em contratos levantam suspeitas e acendem alerta sobre terceirizações

20/10/2025, às 19:10

Enquanto muitos municípios maranhenses enfrentam sérias dificuldades financeiras, com cortes de gastos e atrasos em pagamentos, Gonçalves Dias parece viver uma realidade à parte. As recentes publicações no Diário Oficial mostram que a prefeitura tem movimentado cifras milionárias em contratos públicos que chamam atenção pelo volume e pela natureza das contratações.

Segundo dados oficiais, os gastos municipais já alcançam números expressivos em diversos setores:

  • Combustíveis: quase R$ 6 milhões;
  • Eventos e festividades: cerca de R$ 2,7 milhões;
  • Locação de veículos e máquinas: aproximadamente R$ 2 milhões;
  • Reforma de pontes: mais de R$ 1,9 milhão.

No entanto, o ponto mais polêmico recai sobre as terceirizações de mão de obra, que vêm consumindo uma fatia considerável do orçamento. Duas empresas — o Instituto GEPAS (R$ 14.452.200,00) e a Mais Saúde (R$ 3.489.999,14) — foram contratadas para prestar serviços terceirizados que, juntos, chegam a quase R$ 18 milhões.

Ambas as empresas já figuraram em reportagens e blogs por supostas irregularidades e favorecimentos em licitações em outros municípios maranhenses, o que torna essencial o acompanhamento criterioso desses contratos. O volume de recursos movimentados levanta questionamentos sobre a real necessidade dessas contratações e a eficiência na aplicação do dinheiro público.

Enquanto isso, a realidade dos servidores municipais mostra um quadro bem diferente: salários atrasados, insegurança profissional e desvalorização do trabalho diário. Essa contradição entre o gasto elevado com contratos e a dificuldade de manter em dia o pagamento dos funcionários levanta dúvidas sobre as prioridades da atual gestão.

A população começa a se perguntar:

  • É realmente necessária tanta terceirização em um município de pequeno porte?
  • Onde está sendo aplicado tanto dinheiro público?
  • Há fiscalização real sobre a execução desses contratos?

Diante de tais questionamentos, a comunidade aguarda uma resposta firme dos órgãos de controle, como o Ministério Público, o Tribunal de Contas e a Câmara Municipal, que têm o dever de garantir transparência, legalidade e eficiência na gestão dos recursos públicos.

Se Gonçalves Dias está de fato vivendo “tempos de ouro”, o brilho desses números precisa ser traduzido em benefícios concretos à população — e não em mais um capítulo de escândalos e desperdício do dinheiro público.