
Diante da publicação oficial emitida pelo Centro de Atendimento Educacional Especializado (CAEE) nesta quarta-feira (16), se faz necessário esclarecer os fatos para que a população de Gonçalves Dias tenha ciência da real situação enfrentada pelos profissionais e servidores que atuam na instituição.
É inverídico afirmar que “tudo funciona normalmente”.
Na realidade, zeladoras e vigias do CAEE seguem sem receber seus salários, enfrentando dificuldades financeiras que comprometem o básico de suas famílias. Esses trabalhadores, que garantem a limpeza, a segurança e o apoio diário ao funcionamento do espaço, permanecem sem qualquer previsão de pagamento, o que evidencia uma grave falha administrativa.
Além disso, vale destacar um erro conceitual grave na nota emitida: o CAEE não é uma escola, portanto, não deve se referir aos atendidos como “alunos”. O termo correto é usuários ou pacientes, conforme orientação técnica das áreas de psicologia, fonoaudiologia, fisioterapia e outras que compõem o atendimento clínico especializado. Essa confusão demonstra a falta de conhecimento básico sobre a própria natureza e funcionamento do Centro.
A comunidade precisa compreender que nenhum servidor ou profissional está “inventando boatos”, mas sim denunciando uma situação de descaso e falta de compromisso com o pagamento de direitos trabalhistas. As mães e famílias dos usuários têm relatado que atendimentos e laudos estão paralisados, o que reforça a gravidade do problema.
Por fim, reforçamos que transparência se faz com verdade e respeito aos profissionais e à população — não com notas prontas que tentam mascarar a realidade. Que os responsáveis pela gestão municipal tratem essa questão com a seriedade que merece, garantindo o pleno funcionamento do CAEE com todos os direitos de seus trabalhadores devidamente assegurados.