
Um grupo de ONGs (Organizações Não Governamentais) brasileiras está se mobilizando para denunciar a megaoperação realizada nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, a organismos internacionais. A iniciativa é liderada pelo Instituto Vladimir Herzog, que mantém um observatório na região.
O grupo, formado por 27 ONGs, está coletando relatos e depoimentos dos moradores locais para elaborar um documento detalhado sobre a operação que resultou em mais de 100 mortes. Rogério Sottili, diretor-executivo do Instituto Vladimir Herzog, classificou a ação como “um massacre” e “uma operação desastrosa e sem planejamento”.
As organizações já emitiram uma nota conjunta denunciando o que chamaram de “matança produzida pelo Estado”. A movimentação das ONGs ganhou ainda mais relevância após o pronunciamento do Alto Comissariado das Nações Unidas.
Volker Türk, alto comissário da ONU, manifestou-se sobre o caso afirmando que o Brasil necessita de uma reforma policial abrangente. Ele destacou que operações desta natureza afetam desproporcionalmente pessoas de origem africana e que é necessário “romper o ciclo de extrema brutalidade”.
A estratégia das organizações é criar um ambiente de pressão internacional sobre o governo do estado do Rio de Janeiro através da mobilização de diferentes organismos internacionais.