
Os bares de São Paulo foram impactados com os recentes casos de intoxicação por metanol. Enquanto uns relatam queda no número de frequentadores, outros deixaram de vender destilados, e alguns receberam mais pedidos por cervejas e chopes.
Segundo ele, o movimento nas três unidades está em menos da metade do normal, pior até do que durante a pandemia. “Poucos drinques têm saída, os clientes estão preferindo cerveja. Em outra unidade, tínhamos três eventos agendados, mas todos foram cancelados”, afirmou.
Um cliente resumiu o sentimento atual sobre os destilados: “Caipirinha não dá mais para beber. Tem que estar sempre alerta como um escoteiro”, disse ao telefone enquanto esperava um amigo e tomando uma cerveja.
O garçom Fábio relatou ainda que o reflexo se estende para além dos bares centrais: “Até nas adegas da quebrada por onde moro, no Campo Limpo, caiu”.
No Carambolas, o proprietário Fernando Souza Lemos disse que os clientes questionam mais sobre a procedência das bebidas. O bar passou a guardar comprovantes e notas fiscais e tem segurado o estoque de destilados.
No Boteco São Bento, o gerente Santilino Souza relatou mudanças no consumo: maior procura por chope e cerveja e queda nos pedidos de destilados.
“Ontem [quarta], a movimentação foi normal, mas os pedidos por destilados diminuíram”, disse.
No Zé Gordo, um grupo de quatro amigos contou que pensou sobre o que beberia antes de chegar, mas optou pela cerveja. “Preferimos mais cerveja, parece mais seguro”, disse um deles, que não quis se identificar.