Connect with us

Bastidores fervem: Sarney tenta pacificar a guerra entre brandonistas e dinistas, mas Dino impõe condição dura

08/10/2025, às 02:25

O ex-presidente José Sarney teria procurado Flávio Dino para uma conversa reservada em Brasília, buscando atuar como mediador da crise política que divide o Maranhão.

Os bastidores da política maranhense voltaram a ferver nesta semana. Segundo fontes próximas ao grupo político de Brasília, o ex-presidente José Sarney teria convidado o ministro do Supremo Tribunal Federal (Flávio Dino) para uma conversa reservada — o objetivo: tentar construir uma ponte de diálogo entre os grupos brandonista e dinista, que travam uma guerra silenciosa (e às vezes nem tão silenciosa) pelo controle político do Estado.

De acordo com relatos de bastidores, Sarney teria se colocado como pacificador, preocupado com a escalada da crise e com a divisão que ameaça desestabilizar a base governista e o equilíbrio político no Maranhão.

Durante o encontro, Dino teria ouvido o ex-presidente com atenção e sinalizado abertura ao diálogo, mas fez uma ressalva direta e firme:

“Tudo bem conversar, mas não aceito ninguém da família Brandão ser governador.”

A frase teria caído como uma bomba entre os interlocutores, deixando claro que a reconciliação entre os dois grupos está longe de um consenso. A mensagem de Dino foi interpretada como um recado direto ao governador Carlos Brandão, com quem rompeu politicamente após anos de parceria, e a todo o núcleo familiar e político que o cerca.

A guerra no Maranhão

O clima de tensão entre brandonistas e dinistas vem se intensificando desde o início do ano. O que antes era apenas um distanciamento estratégico virou um rompimento aberto, com trocas de farpas nos bastidores, disputas por espaços no governo, cargos em órgãos de controle e influência sobre prefeituras.

O grupo de Flávio Dino acusa o atual governador de ter “virado as costas” a quem o ajudou a chegar ao poder. Já os aliados de Brandão afirmam que o ex-governador tenta manter controle sobre o Estado mesmo após assumir cadeira no Supremo.

No meio dessa briga, o MDB e o grupo Sarney enxergam uma oportunidade rara: atuar como mediadores, retomando protagonismo político no Estado após anos de afastamento do poder.

Sarney como articulador

Mesmo afastado do centro da cena política, José Sarney mantém forte influência nos bastidores de Brasília e no Maranhão. Seu gesto de procurar Dino não é apenas um ato de diplomacia, mas também uma estratégia de reposicionamento político.

Segundo analistas, Sarney tenta se apresentar como uma figura de equilíbrio, capaz de amenizar os ânimos e garantir estabilidade — e, ao mesmo tempo, reconstruir pontes para o futuro.

No entanto, a condição imposta por Dino — de rejeitar qualquer candidatura de membro da família Brandão ao governo — mostra que a ferida política ainda está aberta.

O impasse

Com o recado dado, as chances de um acordo mais amplo entre os dois blocos se tornam remotas. Enquanto isso, os bastidores seguem quentes: deputados estaduais divididos, prefeitos cautelosos e aliados tentando decifrar qual será o próximo movimento.

Entre as hipóteses que circulam, há quem diga que Sarney pode tentar aproximar Dino e Brandão por meio de aliados intermediários, evitando um contato direto, para testar até onde vai a disposição real de diálogo.

Mas, por ora, o sentimento dominante é de que a guerra política no Maranhão está apenas no começo — e o papel de Sarney como “pacificador” pode ser mais simbólico do que efetivo.